terça-feira, 26 de abril de 2011

Marginalização causada pelo aparente desenvolvimento


    O desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro não mudará a vida da maior parte da população. É verdade que essas vacinas podem ser de grande utilidade na prevenção de doenças, mas como as pessoas podem saber disso se o governo não se preocupou em informá-las de maneira correta. O ser humano tem naturalmente receio a mudanças e essas não podem ser colocadas em prática de forma brusca e ignorante como o Estado fez. Como vemos, a conseqüência disso foi o medo e a revolta por parte da população. Não que a vacina obrigatória seja a maior causa dessas manifestações. Foi a suposta melhora na cidade que iniciou o descontentamento populacional, já que várias pessoas foram expulsas de suas casas para o alargamento das ruas e melhora da infra-estrutura. Entretanto, quem está se beneficiando desse desenvolvimento? Uma minoria rica, pois nenhum cidadão comum consegue ou vai conseguir uma moradia nesse lugar. Não é possível nem viver de aluguel, pois essa região ficou ridiculamente valorizada e não condiz com o padrão de vida da maior parte da população. O “bota - abaixo” causou um processo de marginalização para a maior parte da sociedade. As pessoas expulsas foram morar nos morros, assim como os negros fizeram depois da escravidão; pois em ambos os casos não há espaço para eles nessa sociedade que está “evoluindo”.

3 comentários:

  1. Senhor Rui Barbosa, a sua posição acerca do tema foi muito bem colocada. De fato, fomos expulsos de nossas casas e não houve melhora alguma em relação à pobreza, ela fora somente mascarada aos requintes de Paris. Com o bota-abaixo, a população humilde fora jogada ao relento, pois o governo sequer se preocupou em fazer reformas que dessem moradias aos desabrigados, postos à margem da sociedade. Só haverá mundanças significativas quando o governo se voltar a essas parcelas da sociedade. A vacinação não vai curar a doença mais grave do Brasil, que é a miséria em larga escala.

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  2. Como afirmado no post,"O ser humano tem naturalmente receio a mudanças e essas não podem ser colocadas em prática de forma brusca e ignorante como o Estado fez". É da natureza de todos temerem o desconhecido, o inovador, e isso certamente leva à rejeição: tudo que não se explica à mente humana, causa uma sensação de perigo. Mas será que a culpa foi apenas do governo? Não poderia a população ter trabalhado um pouco mais por informações? Fazendo vista grossa, a resposta é não, o governo não é humano o suficiente para tentar entender a sociedade. Seu post engloba uma visão apoiada pelo Correio Vaciniense, afinal, trabalhamos para e pelo povo.

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