O desenvolvimento da cidade do Rio de
Janeiro não mudará a vida da maior parte da população. É verdade que essas
vacinas podem ser de grande utilidade na prevenção de doenças, mas como as
pessoas podem saber disso se o governo não se preocupou em informá-las de
maneira correta. O ser humano tem naturalmente
receio a mudanças e essas não podem ser colocadas em prática de forma brusca e ignorante
como o Estado fez. Como vemos, a conseqüência disso foi o medo e a revolta por
parte da população. Não que a vacina obrigatória seja a maior causa dessas
manifestações. Foi a suposta melhora na cidade que iniciou o descontentamento populacional,
já que várias pessoas foram expulsas de suas casas para o alargamento das ruas
e melhora da infra-estrutura. Entretanto, quem está se beneficiando desse
desenvolvimento? Uma minoria rica, pois nenhum cidadão comum consegue ou vai
conseguir uma moradia nesse lugar. Não é possível nem viver de aluguel, pois
essa região ficou ridiculamente valorizada e não condiz com o padrão de vida da
maior parte da população. O “bota - abaixo” causou um processo de
marginalização para a maior parte da sociedade. As pessoas expulsas foram morar
nos morros, assim como os negros fizeram depois da escravidão; pois em ambos os
casos não há espaço para eles nessa sociedade que está “evoluindo”.
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ResponderExcluirSenhor Rui Barbosa, a sua posição acerca do tema foi muito bem colocada. De fato, fomos expulsos de nossas casas e não houve melhora alguma em relação à pobreza, ela fora somente mascarada aos requintes de Paris. Com o bota-abaixo, a população humilde fora jogada ao relento, pois o governo sequer se preocupou em fazer reformas que dessem moradias aos desabrigados, postos à margem da sociedade. Só haverá mundanças significativas quando o governo se voltar a essas parcelas da sociedade. A vacinação não vai curar a doença mais grave do Brasil, que é a miséria em larga escala.
ResponderExcluirComo afirmado no post,"O ser humano tem naturalmente receio a mudanças e essas não podem ser colocadas em prática de forma brusca e ignorante como o Estado fez". É da natureza de todos temerem o desconhecido, o inovador, e isso certamente leva à rejeição: tudo que não se explica à mente humana, causa uma sensação de perigo. Mas será que a culpa foi apenas do governo? Não poderia a população ter trabalhado um pouco mais por informações? Fazendo vista grossa, a resposta é não, o governo não é humano o suficiente para tentar entender a sociedade. Seu post engloba uma visão apoiada pelo Correio Vaciniense, afinal, trabalhamos para e pelo povo.
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